Banheiros…

Eu a-do-ro banheiros. Deveria escrever um tratado sobre eles, mas umas meninas muito admiráveis já o fizeram. Umas gracinhas de Brasília. Não conheço nenhuma delas, mas sou cada uma delas. O que escreveram ali… eu poderia ter escrito (com exceção de fazer xixi agachada. Odeio!).

Os banheiros que vivi

O livrinho* é uma delícia e já passou uns tempos na minha mesinha de cabeceira. Hahaha. Deveria ser leitura obrigatória nos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil.

Tenho percebido um crescimento do mercado “banheiros” na arquitetura brasileira. Talvez tenhamos mais mulheres arquitetas atuando. Talvez seja a maravilha da arquitetura mesmo, ganhando espaço e tornando nossos ambientes mais bonitos. Ou eu que fiquei mais rica, ou menos pobre, ou mais velha (o mais provável) e troquei os botequinhos copo-sujo de esquina por lugares mais requintados.  O fato é que tenho visto banheiros mais adequados às necessidades femininas.

São mulheres as responsáveis por isso? Ou os homens estão ficando mais sensíveis? Rapazes, vocês não podem imaginar o que é fazer xixi agachada, segurando a saia, a echarpe, a bolsa, cuidando prá não encostar a perna no vaso molhado (ou seco mesmo, com aqueles micróbios invisíveis colados na louça. Arghhh!!) e ainda segurando a porta. Prá vocês, basta largar a porta aberta, postar-se de frente para o vaso, apreciar o tamanho do bicho e gozar. Pra nós, a coisa é diferente.

Tá certo, euzinha não tenho cara de ir prá banheiro carregando bolsa e echarpe. E sempre que posso evito isso, mas mesmo assim, às vezes o cubículo é tão apertado, que fica difícil ter prazer com uma atividade que deveria ser como um clímax. Odeio cada uma das mulheres que fazem xixi agachadas. Penso que 200 delas podem fazer xixi sentadas sem sujar o vaso, e vem uma, uma só, arraigada aos ensinamentos da infância, faz xixi agachada prá não encostar nos tais micróbios e dana tudo. Prá quê, amiga? Prá quê? Será que os micróbios da pele das nossas 200 antecessoras é tão nocivo quanto os do xixi? Faz xixi sentadinha, faz?

Bom, apesar dos avanços arquitetônicos banheirísticos, ainda vejo uns absurdos, que quero expressar aqui.

Os avisos de “favor não jogar o papel no vaso” são colocados atrás do vaso. Só podem ter sido colocados ali por homens. Hello!!!! As mulheres entram nos banheiros desesperadas prá fazer xixi e só enxergam esses avisos depois do serviço terminado, na hora de dar descarga. Um aviso desses deve ficar afixado para onde olhamos enquanto estamos trabalhando. Ou seja, atrás da porta, ou no chão.

Outro absurdo, muito frequente mesmo nos banheiros chiques. O lugar do papel higiênico às vezes é tão surreal, que obriga a incalta da usuária a se contorcer para fazer uso dele. Pessoal, vamos nos sentar no vaso na hora de decidir o lugar de afixar o porta-papel higiênico? Ergonomia não é tudo, mas ajuda muito.

Finalmente, aquilo que ocorre na sua casa – tá bom, talvez não na sua, mas em muitas casas – mas não deveria ocorrer. Vamos combinar que é muito esquisito o cesto de papel sujo ficar bem embaixo do rolo de papel limpo, com aquela linguinha encostando no cesto?

* O livro “Os banheiros que vivi. Ou não…”, foi organizado por Nurit Bensusan e publicado pela Editora Esquina da Palavra, em 2007.

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O método científico é chato!

Entrei neste blog agora prá postar um texto novo. Boteco há muito abandonado, só consegui destrancar a porta após a quarta tentativa. Vira e mexe recebo notificações do correio de que alguém conseguiu entrar lá e deixar um recado. O último é uma crítica, que desconsiderei porque desconsidero críticas de quem não sabe escrever. Soberba minha, eu saquei há pouco tempo, com ajuda daquele site de casamentos onde a amiga da Nat candidatou-se a uma festa.
O que me surpreende sempre que retorno à este meu/nosso mundo particular, é notar algumas vidraças sempre limpas, de tanto as pessoas sondarem o seu interior. Os quartos onde guardo os garimpos, as cidades garimpeiras e a estrada, estão sempre com as vidraças limpas. Hoje, ainda pelo meio do dia, nove pessoas já passaram por aqui. Ontem foram 15, e antes de ontem, 25. Não há um dia sequer que não tenha um visitante perscrustando seus interiores. Dia 10 de outubro, dia de de aniversário de pessoas queridas, foram 77 visualizações no Mundo em que Vivo. Fátima e Rita fizeram aniversário, mas eu também ganhei presentes, ainda que só os tenha descoberto hoje.
Em contrapartida, vou presenteá-los com um texto novo, que de novo não tem nada, já que foi escrito em fevereiro passado, num restaurante de aeroporto, quando eu voltava do carnaval para casa:

 

O método científico é chato!

O método científico é chato! Este é o pensamento que passou há pouco em minha mente. Gosto mais dos meus escritos leves, sem necessidade de referências, coisas minhas, que não necessitam de comprovação prévia, de outros autores maiores e melhores que eu, para corroborar o que estou dizendo. Não!

Quero escrever o que penso, e só, sem compromisso com a verdade. Aliás, que verdade? E este é o ponto a que minha afirmação me levou. O método científico é chato! Para mim, obviamente. Há milhares de cientistas apaixonados pelo que fazem, e há mais milhares ainda de pessoas que gostam de método e de referências externas. Também meus pensamentos têm referências externas – obviedade de novo – mas não preciso explicitá-las a cada vez que me manifesto.

O que me incomoda nas frases afirmativas é sua arrogância, sua travestida intenção de verdade absoluta. O método científico é chato! A expressão oculta “Para mim”, que existe nessa frase, devia ser mais óbvia, clara, enorme. Tantas pessoas não a enxergam! Falha da nossa língua. Estará implícita em outra língua, ou as afirmações são arrogantes em todas as culturas?  Quisera ter experiência para responder a esta pergunta.

Na adolescência, Normanda, minha professora de Química, fez um teste psicológico com os alunos e disse que eu era desconexa. O teste facilmente identificou a personalidade de todos os meus colegas, mas a minha não. Eu era desconexa. E era mesmo. E sou ainda. Isso me incomodou por muito tempo, mas não mais. O fato é que não consigo assumir posições de 8 ou 80 (hummm, um pensamento infame passou em minha cabeça agora. Os leitores mais libidinosos entenderão). Para mim, não existem verdades absolutas, a não ser o fato de que é muito mais fácil e prazeroso escrever neste blog do que na minha tese de doutorado.  

Estudar os assuntos que estudo no doutorado é uma delícia. As sacações, as descobertas, tudo muito bom e é isso que, em boa medida me faz saber que tenho que continuar. Mas o texto escrito não flui, como este aqui. Não flui e não pode fluir. Tenho que voltar, sempre e sempre, a outros autores, e citá-los, citá-los, mas nunca parafraseá-los.  Quero dizer, parodiá-los.

Estou agora sentada em um restaurante e a frase que originou este texto passou pela minha cabeça. Pensei em escrever mas achei que não sairia mais que um parágrafo. Desisti. A ideia persistiu dentro de mim. Comece, comece…  cá estou, no sexto parágrafo, com o sétimo engatilhado. O texto flui, enquanto o garçom repõe minha taça de vinho. Será que preciso de umas doses prá escrever minha tese? hahaha

Escrever é bom porque nos permite perceber o que vai na mente. Ao escrever acima que o texto científico não pode fluir eu expus prá vocês aquilo em que acreditava, mas já desacreditanto. Não me parece natural que um texto original, qualquer que seja ele, não possa fluir. Devo estar estudando errado. Preciso ler e ler e ler; estudar, estudar e estudar; aprender, aprender e aprender, o que dizem vários autores. Absorver, criticar, misturar, liquidificar, criar… criar sem me esquecer dos créditos, da fonte em que bebi, daqueles lindinhos que me fizeram aprender, crescer e aparecer. Só assim continuarei sem ser a dona da verdade, mas poderei dizer que sou doutora em alguma coisa.

Mas tenho que fazer isso sem me esquecer dos fichamentos, né? Ah, tá. Então tá.

Onde começa o Brasil?

Imagino que para cerca de 85% dos brasileiros, o Brasil começa em algum ponto dos 7.367 km de extensão do seu litoral marítimo. Por ali chegaram os descobridores, dali saíram os desbravadores, há cinco séculos dali saem aqueles que almejam ir para o centro cultural do mundo, ou velho mundo. Aí vive a maior parte e a chamada mais desenvolvida população brasileira.

E os 15.735 km de fronteira terrestre que o país tem com seus vizinhos sul-americanos? Será que aí acaba o Brasil? Depende do ponto de vista, não é mesmo? Imagino que para os 6.000 brasileiros que vivem na cidade acreana de Assis Brasil, o nosso país comece justamente ali.

Assis Brasil está localizada em uma das quatro fronteiras trinacionais que temos, precisamente onde Bolívia, Brasil e Peru se encontram. E foi lá que eu passei o 7 de setembro de 2011.

Dois anos atrás eu dividi com vocês a comemoração da Independência em Alto Paraíso/RO (aqui). Hoje estou em Franca/SP, onde houve um desfile cívico pela manhã, o qual não acompanhei. Há um ano fiz fotos da festa em Assis Brasil/AC pensando neste blog, e aproveito a oportunidade para mostrar aquilo que vi de diferente.

Prá começar, o desfile foi à tarde, novidade para mim. Como em quase todas as cidades pequenas do país, os alunos das escolas públicas – não há escolas privadas em Assis Brasil – desfilaram com sua banda marcial, dançarinos e com aquela marcha tradicional. O Exército Brasileiro, presente para proteger a fronteira e a soberania nacional, também mostrou sua força, desfilando com homens, carros e armas, e fazendo demonstrações de sua atuação. Os vizinhos peruanos trouxeram seus alunos, professores, banda, e participaram do desfile. A comunidade boliviana que vive ali é muito pequena, e não me recordo se estavam oficialmente presentes ao desfile, mas certamente estavam lá assistindo.

O desfile começa com um ex-combatente, e continua com a apresentação do Exército Brasileiro, batalhão de selva sediado em Assis Brasil:

Após o Exército, é a vez dos patrícios peruanos…

… e dos estudantes brasileiros:

Foi muito diferente prá mim, e gostei de assistir a tudo. O que mais me chamou atenção e surpreendeu é que à noite houve um grande baile na rua principal, aberto a toda a população, para comemorar a independência do Brasil. Baile, festa, comemoração! Algo além de um evento formal destinado a desenvolver/fortalecer o sentimento cívico na população.

Parece que esse sentimento, o de pertencimento ao Brasil, é mais visível e cotidiano ali, com quem convive diariamente com outra língua e outras culturas, e ouve no hino acreano, muito frequentemente executado em todos os eventos, que os seus avós e bisavós pegaram em armas para conquistar o direito de ser brasileiro.

Prá finalizar, fotos de rostos e cenas que capturei no dia.

Fotos do baile? Não tenho, pois fui dormir. Usem a imaginação e enxerguem as pessoas dançando um forró e um brega na rua. Sim, é possível que tenha rolado também um sertanejo, um funk, hip hop… nada é perfeito. hehehe.

Cinema

Adoro cinema!! Uma das coisas difíceis de morar no interior de Rondônia era a distância do cinema.
Já em Franca… ai, ai. Havia 3 salas no shopping, que agora se multiplacaram em 5 ou 6, da Moviecom, mas… e os filmes????
E aí comeu? tá em cartaz desde junho, junto com outros infanto-juvenis. Por algumas coincidências e falta de outros filmes, assisti três vezes. O filme é legal, engraçadinho, mas prá uma vez e pronto. Perguntei o porquê do filme do Mazzeo ainda estar em cartaz e me disseram que é prá bater bilheteria. Globo filmes deve ser assim.
Hoje finalmente estreou um filme que adulto pode ver: À beira do caminho, filme de Breno Silveira com os ótimos João Miguel e Dira Paes e o menino Vinicius Nascimento, que está muito bem em seu papel. Com trilha do Roberto Carlos, vai agradar também aos fãs dele. É um filme sensível do qual gostei muito, porque fala de resiliência, justamente o que estou estudando no doutorado, e mostra as  estradas e paisagens do interior do Brasil, que me fascinam, como já sabem os leitores assíduos deste blog. Pois acreditem que a única sessão é às 18:50. Só tinha eu e Manuel no cinema, uma sessão só prá nós. Um luxo!!! Nos demais horários, Batman, Batman, Vingador do Futuro, Outback. Ufa!
Cinema é bom demais, mas o mercado e as distribuidoras…

1983

As fotos abaixo foram retiradas de uma revista de 1983, e estão aqui para contextualizar  o próximo post, sobre desenvolvimento na Amazônia; para fazer o leitor lembrar-se – ou conhecer, no caso dos mais jovens – de uma época; para nos ajudar a sacar o quanto a indústria e a tecnologia avançaram nesses últimos 28 anos.



Paris x Porto Velho

Acabei de voltar de uma viagem de três semanas pela Europa, uma delas passada na cidade luz. Paris foi a maior cidade que visitamos, a mais rica, a mais cheia de gente, mas não a mais prazerosa, visto que as cidadezinhas européias são cheias de charme e encanto, enquanto Paris tem turistas demais, sujeira além da medida e cada vez mais mendigos pelas ruas. Mesmo assim, eu moraria pelo menos uns 6 meses em Paris, para conhecer mais do que a cidade tem a oferecer.

Sou fascinada pela Europa, pela sua cultura, prédios antigos, cidades bem cuidadas, sua sociedade tão bem desenvolvida. De avião, menos de 24 horas separam qualquer aeroporto europeu de Porto Velho, e o desembarque aqui pode ser chocante. Eu prefiro a estética urbana de lá à daqui; a música de lá ao sertanejo/brega ouvido aqui; a comida elaborada de lá à comida simples feita aqui; o clima frio de lá ao calor daqui. Claro que lá tem lugares feios, música ruim e comida péssima, da mesma forma que aqui temos lugares bonitos, música boa e comida de qualidade. Mas lá sou turista, aqui vivo a vida real, com encantos e desencantos presentes em qualquer vida real.

É impossível não fazer comparações. Tão impossível quanto injusto. Com mais de 2.000 anos de história, encontramos na Europa uma sociedade desenvolvida na esteira dessa história. O Brasil, com 500 anos, é pouco mais que uma criança. Que dizer das cidades rondonienses, cuja maioria não conta ainda 30 anos de idade?

Ressalvado o fato de estarmos na faixa tropical do planeta, onde os “pobres” do mundo se concentram, a nossa pobreza – por pobreza aqui refiro-me à pobreza arquitetônica, à ausência do Estado, ao baixo nível de desenvolvimento social – é resultado da busca pela sobrevivência, onde o belo perde importância, passa a ser secundário. À medida que nossas conquistas sociais vão se solidificando, que o Estado vai se fazendo presente na vida dos cidadãos, que a riqueza vai sendo melhor distribuída, a luta pela sobrevivência diminui e o belo pode tornar-se prioridade, ou realidade.

Hemingway* me acalenta, contando sua vida em Paris há 90 anos…

“Nosso apartamento na rue Cardinal Lemoine era de dois quartos, não tinha água quente nem sanitário próprio, exceto um receptáculo antisséptico, não de todo desconfortável para alguém que, como eu, estava habituado a uma privada fora de casa, em Michigan.”

Mas ele discordaria de mim quanto a esse papo de que beleza perde importância quando se tem pouco, vez que continua descrevendo o apartamento onde vivia com a esposa e o filho pequeno com a sentença abaixo:

“Com uma linda vista, um bom colchão no chão, como leito confortável, e nas paredes os quadros de que gostávamos, era um apartamento alegre, acolhedor.”

Muitos capítulos adiante, descrevendo uma viagem de carro feita de Lyon a Paris, com o amigo Scott Fitzgerald, mais uma demonstração do bom hábito alimentar dos europeus (para os meus padrões), combinada com uma prática hoje proibida, tanto lá quanto cá – sinal do avanço da sociedade:

“…Comemos nosso lanche, preparado no hotel de Lyon, que estava mesmo sensacional: frango assado, com recheio de trufas, pão delicioso e uma admirável garrafa de Mâcon branco. Scott estava no melhor dos humores, e começamos a tomar o generoso Mâconnais cada vez que parávamos. Quando chegamos à cidade que tem o nome do vinho, compramos mais quatro garrafas, para que não nos faltasse combustível na viagem.”

Por fim, para não cansar você, meu caro leitor, citarei apenas mais uma passagem da vida do famoso escritor, que achei peculiar por mostrar que mesmo lá, nem tudo que é proibido é seguido. Desta feita, o causo se passa na cidade austríaca de Schruns, onde ele costumava passar os invernos com a mulher e o filho, visto que essa estação do ano não combinava com uma casa sem aquecimento como era a de Paris.

“Uma ou duas vezes por semana havia uma rodada de pôquer no salão de jantar, as portas trancadas e janelas fechadas, pois o jogo era então proibido na Áustria. Meus parceiros eram Herr Nels, gerente do hotel, Herr Lent, o professor de esqui alpino, um banqueiro da cidade, o promotor público e um capitão de polícia. O jogo era para valer […]. O capitão de polícia tocava a orelha com os dedos quando ouvia os passos dos dois guardas aproximando-se da porta, em sua ronda noturna. Ficávamos todos num silêncio tumular até que eles se afastassem.”

Hemingway me traz esperança. Esperança de que a vida miserável de muitos ribeirinhos e moradores da floresta será, um dia, mais saudável; esperança de que as sociedades daqui vão se organizar, com o tempo, e novas oportunidades chegarão a este lugar…

Sei que cometo o erro de comparar “lá com cá”, de pensar que lá temos cultura demais e aqui cultura de menos. Ainda anestesiada pela minha viagem, terei perdido a capacidade de extrair poesia e beleza do cotidiano rondoniense? Aqui há também muita cultura, eu é que tenho dificuldade em enxergá-la. A riquíssima cultura amazônica é facilmente encontrada no Amazonas, no Acre, no Pará… em Rondônia não. Pelo menos nessa parte onde vivo. Aqui temos muitos descendentes de europeus, vindos do Paraná. Alemães, italianos, poloneses… mas sua cultura européia foi perdida. Necessidade de sobrevivência? Excetuando-se os CTG´s (Centros de Cultura Gaúcha) com seu churrasco de chão e vaneirão, me pergunto qual a comida típica daqui? qual a música típica daqui?

Acho que não se trata de ter ou não ter cultura, mas ter raízes, passado, história.

Ou serão esses os ingredientes da cultura?

* Hemingway, Ernest. Paris é uma festa. 3ed., Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 1975.

O mundo que vive em mim

Através deste blog vocês conhecem um pouco do mundo em que vivo, dos lugares onde o meu cotidiano se desenrola. Hoje vou mostrar um pouco do mundo que vive em mim, aquilo que carrego para onde vou, que forma o eu sou.

Nos dois vídeos abaixo, um bonito documentário sobre o trabalho de um homem – o segundo na minha memória de 40 anos – que mexe com o imaginário de milhares de pessoas.

No vídeo vocês vão conhecer a igreja onde fui batizada, confirmada, onde me casei; o cemitério onde meu irmão, meu pai, meu avô e demais antepassados estão enterrados, e onde eu o serei, muito provavelmente. O jardim onde gosto de ir aos sábados à tarde, nas poucas vezes que visito a minha família, prá ouvir o badalar dos sinos mais de perto – embora ele seja ouvido em toda a cidade. 

Os videos estão no youtube. Parabéns a quem o fez, pela iniciativa, pela valorização do trabalho do Sr. Edgar Klippel.

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=bBe0ZdvGwx4&feature=related

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=stwfP2gZy2o&feature=related