Campanha política

Franca terá eleições de segundo turno para prefeito, e por isso a campanha ainda está na rua.

Eu não tenho TV em casa, não ouço rádio, e isso me poupou de  assistir/ouvir a campanha eleitoral gratuita e os debates. Poupou por um lado, o da chatice, da mesmice, da tristeza que é ouvir acusações em vez de planos de governo com propostas necessárias e factíveis para a cidade; por outro lado, não deixa de alienar, principalmente a mim, nova no pedaço e portanto desconhecedora dos políticos da região. Mesmo assim, consegui definir meus candidatos no meio do processo.

Quero trazer prá cá o que eu mais noto dessa campanha, que são as manifestações de rua. De novo não sou o melhor termômetro, porque moro na zona rural, mas sempre que estou na cidade não vejo poluição visual e sonora, e acho isso um ponto positivo aqui em Franca. Campanhas em muros foram proibidas; plaquinhas permantes nos jardins da cidade também. O que temos são pessoas segurando bandeiras e cartazes colados em papelão, nos principais cruzamentos das vias públicas. Tudo em silêncio, respeitando nossos ouvidinhos. Os candidatos têm jingles, e os carros com auto-falante existem, mas quero crer que são poucos, pois raramente os vi. Sujeira pelo chão havia muita, no dia da eleição e no dia seguinte, próximo aos colégios eleitorais, e só.

Vejo manifestações de desagrado no facebook, de pessoas de outras cidades, reclamando da poluição sonora dos candidatos. Por isso quis escrever aqui sobre Franca, cidade que está de parabéns pelos avanços que já alcançou na balbúrdia eleitoral.