Desenvolvimento urbano

Depois de mais de 50 anos com povoamento, e quase 19 anos de emancipação, Campo Novo está ganhando sua primeira praça.

A praça de Campo Novo está ficando uma gracinha, agora que está quase pronta. É muito visível, numa cidade assim, a importância de uma praça. Desde muito antes de ficar pronta, ou bonita, quando só havia algumas estruturas de cimento num grande quadrado escuro, já havia pessoas passeando por lá, todas as noites, e agora, tem cada vez mais gente. Tomara que a população saiba apreciar e usar sem vandalismo, e a adminsitração municipal, a atual e as próximas, saibam cuidar bem desse espaço, importante para o desenvolvimento da sociedade local, geradora de auto-estima no povo, e promotora de saúde. Que venham outras, nos bairros.

Enquanto isso, em Alto Paraíso, a população ainda não foi merecedora de uma praça, mas a avenida principal está ganhando galeria pluvial, que deve contribuir muito para diminuir os alagamentos que se formam nas margens das ruas durante as chuvas fortes. Aproveitando as obras da galeria pluvial, a prefeitura está também colocando meio-fio na avenida principal, refazendo o jardinamento do canteiro central, e construindo rotatórias em alguns pontos. Faz-se necessário, agora, educar os motoristas locais para que saibam que o veículo que está na rotatória tem preferência. Uma coisa em especial me entristece: retiraram o asfalto, cavaram, trabalhanram, tamparam, recolocarão o asfalto, e não fizeram galerias de esgoto. Cada casa vai continuar com sua fossa particular. Ahh, uma rede de esgoto bem construída, como seria útil!

“Araucaria angustifolia” na Amazônia

Decidi dar uma pausa nos resumos da revista Manchete e fazer alguns posts pequeninos e leves neste fim de ano. Afinal, quero que todos entrem no espírito natalino, ou pelo menos no espírito festivo, de relaxamento, de f’érias.

Cerca de 1 ano e meio atrás, na primeira vez que fui a Campo Novo, vi uma araucária em meio a um quintal, na beira da BR 421. Como estava de ônibus, não pude parar. Durante todo o ano seguinte, e mais um pouco, passava por lá mensalmente, de taxi, o que também me impedia de parar. Hoje, de carro, parei.

Prá quem não sabe, Araucaria angustifolia é uma árvore, muito comum no sul do país, e também conhecida como Pinheiro do Paraná. Eu a chamo simplesmente de araucária. Foi muuuiiito derrubada no sul, mas ainda podemos ver lindos bosques dela. Seu fruto é o pinhão, famosa iguaria da culinária paranaense e catarinense.

Certa vez, em expedição com professores botânicos no Parque do Itacolomi, em Ouro Preto (MG), eles disseram que lá é o lugar mais ao norte em que ocorre, naturalmente, a araucária.

Bom, cerca de 1 ano e meio atrás (de novo!) eu prometi uma foto dela pro Colafina, amigo e leitor assíduo desse blog, natural e ser vivente de Santa Catarina, um vizinho apaixonado dessas árvores. Aí vai mais uma, a última.

Hoje finalmente parei, e descobri que essa árvore aí foi plantada uns 15 anos atrás. Havia outras, em meio a uma plantação de mandiocas, mas não foram cuidadas e morreram. Esse único pé que sobreviveu, me contou dona Balbina, não dá frutos.

Dona Balbina veio de Foz do Iguaçu, no Paraná, para Rondônia. Mora nessa casa há 20 anos. Teve 17 filhos, alguns dos quais ficaram no Paraná e ela nunca mais viu. Alguns morreram. Quantos? ela não sabe. Não se corresponde com a família há algum tempo. Mas outros vivem por aqui, em Campo Novo, em Ariquemes, em outras cidades por perto…

Finalizo com uma imagem do quintal da Dona Balbina, bem à esquerda de onde eu me encontrava ao fotografar a foto acima (a araucária estava atrás de mim, perto da estrada). Ela me pediu: “fotografa as flores.” Essas flores cor-de-rosa, aliás, são muito comuns aqui, e Dona Balbina me disse que são chamadas Flor do Amazonas.

Governo x Ciência

Acabo de ler uma frase da Presidente da República, Sra. Dilma Roussef, que remete a um tema colocado neste blog alguns posts atrás: por que os achados científicos não se transformam em políticas públicas?

Segundo o jornal online O Globo, em solenidade do Prêmio Jovem Cientista a Presidente da República disse: “para um país como o Brasil, é crucial que nós valorizemos e coloquemos num nível de reconhecimento social e de governo a prática da ciência no nosso país.”

Bem, eu concordo com ela, mas será que ela acredita mesmo nisso? O que fazer com os resultados das pesquisas, quando estes não interessam aos interesses políticos?

A frase veio à tona graças à um protesto feito pela estudante premiada Ana Gabriela P. Ramos contra a usina de Belo Monte, e divulgada pelO Globo aqui.