Garimpo Bom Futuro

Abaixo colocarei fotos que tirei quase 1 ano atrás no Garimpo Bom Futuro, em Ariquemes. O lugar é imenso… se fosse uma área circular teria uns 12 Km de diâmetro, segundo medição minha no Google Earth. Dá prá vê-lo na foto de satélite que coloquei no início da série “Viver em Rondônia”. Ela já foi considerada a maior mina a céu aberto do mundo, e há alguns meses vieram uns americanos fazer um filme lá.

O garimpo Bom Futuro bombou uns 20 anos atrás. Devia ser uma espécie de Serra-pelada, sei lá. Todos que falam sobre ele têm a mesma frase na ponta da língua: “morreu muita gente lá” ou “tem muita gente no fundo desses lagos”.

Hoje há umas poucas empresas explorando, e também pessoas,  chamadas requeiros, que fazem exploração manual no material que as máquinas grandes perdem. Os lagos, já muito antigos, são lindos. Eu tenho vontade de nadar neles.

Abaixo a primeira visão que tive do garimpo:

É tudo muito grande. Quando estive aí nós precisamos de ajuda prá achar o caminho de volta. E olha que o meu motorista é conhecedor da região há muitos anos.

Essa foto eu acho linda, mas ela me remete ao deserto, e não à Amazônia:

Na foto abaixo tem um carrinho – um Fiat 147, talvez – no barranco. Usem-no para estimar o tamanho do lago.

Acima, dois caminhões trabalhando.

Abaixo, uma amostra de que já houve floresta aqui.

O Historiador e escritor Francisco Matias, autor do livro Formação histórica e econômica do Estado de Rondônia: do Século XVI ao Século XXI, que eu adoro ler, nos ensina que houve 2 ciclos de cassiterita no Estado.

O primeiro, iniciado em 1958 com o processo em larga escala de exploração manual da cassiterita, alterou a base econômica, migratória e política do então Território Federal.

Diz o professor Francisco Matias em seu livro:

“No final dos anos 1960, a primeira fase do Ciclo da Cassiterita continuava em expansão, apesar de ser explorada manualmente, com técnicas rudimentares, por garimpeiros ou pequenas empresas mineradoras. […] O regime militar dava inequívocas demonstrações de que pretendia controlar a extração de cassiterita em Rondônia. Desse modo, uma nova política passou a ser executada e alterou completamente o sistema de exploração e comercialização desse minério, a partir da proibição da garimpagem manual. Neste novo contexto, o governo do regime militar, de acordo com o Código de Mineração, de 1967, privilegiou empresas mineradoras de médio e grande portes que se instalaram em terras rondonienses e passaram a operar com modernas técnicas de lavra mecanizada. O caminho desse novo ciclo econômico, a rodovia BR 029 (hoje BR 364), estava pronto para integrar o Território ao centro-sul do país e viabilizar o escoamento da economia estanífera.”

No início da década de 1970 Rondônia era o sétimo maior produtor de cassiterita do mundo, a despeito desse minério ser explorado via garimpagem manual.

Assim que, em 15 de abril de 1970, o governo federal criou a Província Estanífera de Rondônia, inaugurando o Segundo Ciclo da Cassiterita, que durou de 1970 a 1990, segundo a fonte consultada, do Historiador Francisco Matias. Qual será a produção atual e a colocação do Estado nos rankings nacional e internacional?

Fácil pensar nas tensões sociais que a alteração da prática manual para mecanizada provocou na região. Diz o Prof. Matias que houve confrontos entre garimpeiros e governo, com desdobramentos de ampla repercussão nacional e internacional.

Uma curiosidade é que com o modelo mecanizado a produção caiu. Por que terá isso acontecido?

Na segunda metade da década de 80 o papel da Agricultura na economia rondoniense já era bem expressivo, mas o ciclo da cassiterita ainda tinha influência sobre a economia e política regionais.

“Em 1987 foi aberta a mina de Bom Futuro, no sistema de cooperativas, reativando a garimpagem manual de cassiterita, após muitos conflitos entre garimpeiros e a empresa mineradora que possuía os direitos de lavra. Considerada a maior mina a céu aberto do mundo […]. Sua descoberta foi ocasional, feita por garimpeiros, depois de a própria empresa mineradora haver realizado estudos na área, cujos resultados demonstraram ser contraproducente operar com sistema mecanizado, por haver se exaurido o filão.”

De novo, aqui, eu gostaria de perguntar po quê? Algum conhecedor da área entre os leitores, prá nos trazer mais explicações?

Obrigada professor Francisco Matias. Estou a procura do seu contato para convidá-lo a frequentar o blog e nos brindar com mais informações sobre Rondônia. Se algum leitor o conhecer, por favor me apresente.

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62 comentários em “Garimpo Bom Futuro

  1. Bom Futuro Foi onde eu em 1984 com apenas 19 anos de idade contrai a primeira febre de malaría, sentado com amigos em um bar, comecei a tremer de frio, tanto que me doíam as costelas…
    Foi também onde descobri que não sou tão corajoso quanto foi lampião, em uma ocasião me juntei a um grupo de mais ou menos 60 garimpeiros todos armados para prender um grupo de policiais que estavam no garimpo para extorquir os trabalhadores quando já voltávamos com a missão cumprida nos deparamos com doze policiais militares militares armados com suas metralhadoras, nesse momento eu pulei no mato e deixei que os colegas resolvessem a pendenga, ainda bem que não houve o tão esperado confronto!!!!

    1. Gilmar,
      que maravilha de depoimento. Seja bem-vindo e brinde-nos mais com as suas experiências, que retratam a realidade de que os meus leitores tem sede.

  2. Estou arrepiado essas fotos são mesmo de lá caraca estou admirado lembro do fiat que era o caro do ano fiorino sim eu estava na época em que caírão as maquinas cortaram a terra e eles estavam na cidade quando voltaram não sabiam que tinham cortado a estrada e desviado ela pode ser o mesmo caro fiquei adimirado em.Justamente a serra atras da foto me lembro dela atras de eu ficava no currutela da fumaça.

  3. eu tive la no garinpo e trabalhei muito mas foi uma esperiencia muito boa e sou de curitiba mas hoje moro em santa catarina a vida la era muito dificel pois tive la bem no comeco de tudo ainda tinha muitas arvores era uma floresta muito bonita quando sai dela ja tinhas clateras e normes a destruicao sem controle

  4. eu também trabalhei neste garimpo e peguei 21 malaria falcife eu tremia sem parar,mas gostei foi uma ótima esperiencia ,passei por dificuldades morando em barracos tomando banho gelado sem energia elétrica e cozinhado em fogão a lenha,dormindo em rede etrabalhando em serviçomuito exaustivo ,mas foi uma grade lição de vida

  5. muito boa a literatura gostei isso me faz lembra quando eu estive la passando muita dificuldade trabalhando fazendo reco debaixo das conchas das maquinas arriscando a minha vida para comprar leite para o meu primeiro filho.

  6. era uma criança redidente proximo ao garimpo, quando surgiu,corria muito perigo indo para a escola sozinha, parava ver pessoas mortas de toda maneira vindas do garimpo,moreiem meio a amazonia durante 20 anos,hoje moro no sul,conheço muita gente do garimpo,sinto saudades,agora o garimpo e como uma comunidade

  7. Assim como os colegas acima, eu também vivi um tempo lá. Foi em 1989 e 1990. Eu trabalhava
    como jigueiro e operava W20 na firma do meu tio perto das firmas dos japoneses, ao lado da currutela do jacaré.
    Não corri muitos riscos más durante esses dois anos, contraí 12 malárias.
    Hoje vivo novamente em minha terra natal, no sul de Minas Gerais más morro de saudades daquele
    tempo. Se fosse possível, faria tudo de novo. Só não consegui ganhar muito dinheiro, pois a bendita
    malária não deixou, más a experiência de vida que eu adquiri lá, essa sim, levo comigo para o resto da minha vida.
    Um abraço a todos.

  8. Parabéns pelo site, adorei ver esta fotos, é como se eu estivesse lá novamente.
    Hoje moro em Rio Verde Go, e tenho muitas lembranças de qdo havia muitas arvores naquele local. Lá ganhei um bom dinheiro, mudei a vida de minha família trabalhando neste garimpo. Como o amigo Lúcio, eu tbm estava na currutela do Jacaré. Mas antes dos Japoneses chegarem eu já estava por lá. Um abraço a tdos.

  9. eu tanbem a dorei tudo oque vcs escreveram ate parecse que eu to viajando no tenpo pois quando tive la tinha muitos caminhoes e maquinas por todo lados e gente desendo e subindo eu chegei la nos anos de 1990 e sai dela nos anos segintes meu irmao foi primeiro e eu foi depois agente demorou ums dois meses para se encontrar pois ele foi trabalhar para a enpresa q nos eramos ficaho e eu foi trabalhar para um pessoal q timha uma madereira em vilha que se chamava ceriolle fiz muitas amizades la hoje meu irmao voltou para o garinpo e u trabalho em santa catarina mas a saudades ficou e numca vou esquecer abracos a todos

  10. BOM eu nunca estive lá pra falar a verdade a pouco tempo eu soube o nome certo deste garimpo. mas vamos la, meu marido nasceu neste garimpo por volta de 1983 ou 1984 nao sabemos ao certo pois a mae biologica dele a qual infelismente nao sabemos o nome, o doou a uma mulher chamada LAUDICÉIA assassinada pouco tempo depois de telo adotado, então quem ficou com ele por mais algum tempo foi a irma da Laudiceia a Sr. INBILINA, gostariamos muito se alguem tiver alguma informaçao a menor que seja ja ajuda em alguma coisa, meu marido apenas gostaria de conhecer a mae BIologica dele. meu i-mail para contato jucielly_jipa@hotmail.com

    1. Jucielly,
      vou fazer o que for possível para ajudar, escrevendo aos comentaristas acima e pedindo que uma amiga que mora próximo ao garimpo investigue com os moradores mais antigos. Boa sorte!

  11. moro em ariquemes nao conheço o ogarimpo bom futuro agora to curioso quero conhecer muito limdo tel 9299-2508 ou 9912-9320

    1. Sou de embu das artes, sp, gostaria de praticar o garimpo artesanal de ouro, voce indica algum lugar que posso praticar, tel 011 7744 4092 nextel, não precisa colocar 0 9 , ligue a cobrar que eu aceito, abraço.

    1. voce negocia ouro, de que cidade e estado voce é, sou estudante de geologia, e eletromecanica de formação,gostaria de fazer parte de alguma equipe de garimpeiros, sou de sao paulo, embu das artes.

    1. Oi, aonde posso ficar nesta cidade para eu praticar um hobby de garimpo amador, existe alguma pousada acessivel para eu ficar pelo menos 30 dias, quanto pagaria por isso, fica proximo ao garimpo, lá existe ainda alguns garimpeiros artesanais, sou de são paulo, embu das artes.

  12. Trabalhei la como mecânico de motor estacionário e posteriormente tive um cinema na região do santa cruz .

  13. Trabalhei la como mecânico de motor estacionário e posteriormente tive um cinema na região do santa cruz nos anos 88 89 90

  14. conheço muito bem o garimpo bom futuro, la tem lagos lindos, paisagem deslumbrantes, tenho irmã, sobrinhas e cunhado que moram la, meu marido nos anos 87 e 88 trabalhou lá, mas a violencia era muito grande e resolver voltar, moro em ariquemes, bem proximo ao garimpo, sempre vou passear no garimpo e cada vez que entra onde explora o minero esta diferente, há novas crateras e estradas, tem que entrar com alguem que mora la, porque se perde. O mais violento era o cachorro sentado e o santa cruz, conheço muitas viuvas do garimpo.

  15. Oi , amigos leitores desta matéria, fico orgulhoso em poder compartilhar a todos o pouco que sei peço desculpa por corrigi-lo alguns amigos dizem que contraiu a malária em 1984 nessa época ainda não era descoberto o garimpo,nessa época ainda era uma reserva do estado de Rondônia ,sou filho de Rondônia amo a história .1986 para 1987 foi o registro do sub solo então a história não começa lá atrás como afirmam, outro detalhe ha um cidadão que dizem que ele compra ouro de lá , desculpa amigo no bom futuro se extrai cassiterita , no madeira é ouro,no massangana é cassiterita,topázio, aguas marina ,cristal e ja teve memtista . no genipapo foi ouro no campo novo cassiterita,e ouro o garimpo bom futuro foi descoberto pelo empresário Amózio a exploração legal foi liberada por Enandes Santos Amorim garimpeirode empresário pecuarista ex prefeito grande potlííco de nome em nosso estado ….abraços e beijos a todos…

    1. Tenho 41 anos sou eletrotécnico, trabalho como eletrotecnico em porto de areia, conheço muito de dragagem, sou apaixonado pela materia de garimpo, gostaria de ter uma oportunidade de praticar o garimpo amador em alguma região, qual local voce me indica que posso chegar e se eu tiver um pouco de sorte consigo um me dar bem, to com muita dificuldade financeira e preciso tentar alguma coisa diferente, sei que não é facil mas tenho que tentar, sou de são paulo, embu das artes.

  16. Caro Pedro Luiz Almeida, não creio que algum dos comentaristas acima vá responder às suas perguntas, porque eles passaram pelo blog há muito tempo e nada indica que voltem frequentemente. Eu não moro mais em Rondônia. O que posso lhe dizer é que lá NÃO TEM garimpo de ouro, só de cassiterita. Ouro tem em Jacareacanga, no Pará.
    O Garimpo de Bom Futuro fica no município de Ariquemes, mas a cidade mais próxima é Alto Paraíso (60 km de Ariquemes) . Lá você pode se hospedar no Nuestro Hotel. Mas no garimpo mesmo há uma vila e deve haver pousadas. Não tenho ideia de quanto seria se hospedar lá. Quatro anos atrás o Nuestro Hotel cobrava R$ 30,00/dia.
    Outra opção para garimpar cassiterita é o município de Campo Novo de Rondônia. 100 km, partindo de Ariquemes. Lá existem vários pequenos grupos garimpando. Tem dois hoteis na cidade, ocupados principalmente por garimpeiros. Num deles, o Hotel Cristina, a dona chama-se Sueli e o marido dela tem uma draga. Neste blog tem um ou dois textos falando de lá.
    Quando o preço da cassiterita está baixo eles vão para Jacareacanga, no sul do Pará.

  17. EU LI TODOS OS COMENTARIOS E GOSTEI POIS SOU FILHO DE UMA MULHER QUE TRABALHOU NESSE GARIMPO,EMBORA EU NAO SAIBA SEU NOME DELA HOJE TENHO INTERESSE DE CONHCE la. POIS ASSIM QUE NASCI FUI DADO PARA UMA OUTRA FAMILIA QUE NA EPOCA RESIDIA NESSA CIDADE,HOJE MORO JUNTO COM MINHA NOVA FAMILIA EM VILHENA/RO.A UNICA COISA QUE SEMPRE SOUBE QUE TENHO MUITOS IRMAOS(AS). O MEU E CLAUDIO LUCIO ,TENHO 25 ANOS E NASCI NO DIA 02/05/1989.CASO ALGUEM SAIBA DE UM HISTORIA PARECIDA COM A MINHA..POR FAVOR ME INFORME NESTE IMAIL…claudiolucio321@hotmail.com

    1. Ola Cláudio meu marido tem uma história parecida com a sua entre em contato comigo….meu face é jucielly souza sou de jipa

  18. Em 13 outubro de 1988 uma sexta feira. eu trabalhava na Funerária Cristo Rei em Ariquemes, e fui para o garimpo buscar um corpo saimos nao eram nem 7 horas e antes de chagar ao garimpo ja batemos a caravam em uma camioneta, mas nao houve danos graves, era época de conflito entre garimpeiros e policias que os nao queriam deixar entrar para fazerem suas demarcações, lembro-me que havia uma grande arvore bloqueando a estrada o Senador Ernandes Amorim estava presente com sua camisa vermelha no meio da multidão., por sorte deixaram passar o carro da funerária comigo estava um policial recém formado para me ajudar a fazer a remoção do cadáver, era época de muita chuva o carro da funerária nao iria conseguir chegar ate onde o cadáver estava, conseguimos uma carona em um jipe traçado sem capota e la fomos nós peguei a urna de remoção colocamos no jipe, mas nao chegamos a andar 1 km a elice do motor perfurou o radiador, tivemos que voltar a vila com a urna de remoção nas mãos, não demorou muito achamos outra carona desta vez em um caminhão que mais parecia um gerico nao tinha portas nem vidros e ainda tivemos que ajudar a carregarem 25 toneladas de minério, eu e mais 3 pessoas ja eram quase 21 horas nao tínhamos almoçado e paramos em uma venda de lona onde comemos pão com linguiça que por sinal estava ótimo, estada estava tão ruim que neste tempo todo so tínhamos andado cerca de 5 km, mas por sorte o cadáver estava bem pertinho da venda entramos dentro do mato e a chuva não parava de cair, o policial chamou alguns bêbados que estavam na venda para nos ajudar a carregar o cadáver,nas arvores víamos varias tendas com redes amarradas onde os garimpeiros dormiam, quando encontramos o cadáver ele estava do outro lado de um riacho onde servia de ponte um tronco de arvore, chegamos no cadáver ele estava de bruços sangue para todos lados ele foi morto a pauladas já fazia mais de 24 horas, quando fui vira-lo ele deu um grande arroto de gases presos e um mal cheiro horrível assustou os garimpeiros e o policial que estavam comigo que fugiram todos para dentro do mato, mas logo voltaram para me ajudar enquanto eu entrei dentro do riacho para segurar a urna de remoção outros puxavam, chegamos ao caminhão e a chuva nao nos dava folga por nossa sorte o cadáver estava bem perto da venda cerca de uns 500 metros,depois de colocarmos a urna em cima do caminhão seguimos para vila já passava da 1 hora da manha a fome aumentava o sono e cansaço vinham juntos, por azar o caminhão queimou o único farol que tinha ficamos no escuro total por sorte tínhamos um farolete que ajudou bastante as vezes cochilava e o farolete clareava a copa das arvores, quando chegamos na vila já eram 5 horas e a chuva diminuiu olhamos para o cadáver no caixão ele estava boiando pois o caixão estava cheio de água, chegamos na vila fomes procurar algo para comer nos puteiros que eram a unica coisa que estava aberta, fritaram frago e comemos com pão e pepsi cola depois deitamos dentro do carro e fomos cochilar , na manha depois de colocarmos o cadáver dentro do carro seguimos para Ariquemes , mas não demorou muito fomos atravessar uma grande poça de água e o carro afogou bem no meio, tivemos que esperar ajudar e rebocar o carro que depois de um tempo funcionou seguimos viagem novamente depois de encher o nariz com vick vaporug pois o mal cheiro estava demais e graças a DEUS nao aconteceu mais nada chegamos deixei o cadaver no cemitério e fui providenciar os documentos

  19. Boa Tarde!!!
    Li todos os comentários do Garimpo Bom Futuro, Estive lá um pequeno espaço de tempo por uns 8 meses foi uma experiência que jamais esqueci, no ano de 1988 a 1989 Cheguei em Ariquemes com 20 anos em 1986 fui trabalhar como gerente de uma loja na Avenida Alameda do Ipê nesse ano, morava em frente ao BANACRE – Banco do Estado do Acre num prédio que na época era do Senhor Misael que era dono do Cartório, como o cartório se mudou para a Avenida Jamari ele alugou para o meu patrão e morei nessa casa que era de esquina, me lembro que tinha a Loja Terboy na esquina em frente mais ao final tinha a panificadora da dona Ivani onde comprávamos pão, bem no final de 1988 quando havia me casado meu pai havia sido acometido de um câncer pra mim levar ele pra Ariquemes era difícil a saúde naquele tempo lá era muito precária, foi então que sai do trabalho e resolvi vender minha casa que havia construído no setor nove, enquanto não vendia não consegui ficar parado coloquei a placa de venda e o contato seria com minha esposa que trabalhava no Supermercado Balau na função de caixa, e como tinha uma reserva em dinheiro resolvi então conhecer o Garimpo, a convite de um amigo por nome Domingos que comprava Reco eu fui não somente conhecer mas também aprender a lidar com o minério e tentar aumentar o meu dinheirinho no tão famoso garimpo, bem saímos de Ariquemes as 10 da manha do dia 10 de novembro de 1988 rumo ao garimpo o meio de transporte usado naquele dia foi uma camionete C-10 com mais ou menos umas 15 pessoas dentre elas eu e o Domingos percorremos cerca de 76 Km, chegamos no destino mais preciso na Ponte Alta Entrada do Garimpo as 16 horas e fomos para o barraco que o Domingos já usava algum tempo, local em que ele comprava a CASSITERITA (Reco) me lembro que o barraco ficava próximo ao cinema dentro do Garimpo, nesse primeiro dia quando anoiteceu sai para fora e ao redor onde seus olhos alcançavam se via um céu de estrelas no chão pequenas luzes dos amontoados de barracos de todos os lados vido de lamparinas velas, pequenas tochas de fogo acesas ao chão onde com alguns tijolos e uma chapa se faziam a comida em panelas pretas pelos carvões da lenha e gravetos que eram utilizados para cozinhar, o Domingos ficou uns 3 dias e com ele aprendi a usar o CADIM, ACIDO MURIATICO e a comprar o RECO de varias partes do garimpo. No entanto quem compra reco é o comprador que vende ali dentro mesmo para os compradores que compram partidas maiores assim eu girava meu dinheiro ali dentro mesmo, todos os dias ouvia-se tiros e pela manha passava em frente o nosso barraco uma Toyota Bandeirantes com corpos que haviam sido mortos durante a noite certo dia estava tão pesada que contei 8 corpos, era muito pavoroso absurdo, conclui ali durante o tempo em que estive que 30% havia concluído o primário e 70% eram completamente analfabetos, um índice de prostituição elevada onde em uma noite contei em uma fila mais de 25 homens esperando num cantinho de lona um sair para o outro entrar para ter sexo com apenas uma garota que quando um saia o outro já entrava e não durava mais que 5 minutos, entre um e outro homem, descontrole de destruição da natureza desordenado, doenças como malária, e sexualmente transmissíveis, crianças em precárias condições de vida, mas era ali que tinham o direito de comer de uma forma ou de outra, melhor que na cidade pois na época pra você fazer um reco de 10 a 15 quilos era rápido depois a coisa ficou muito difícil para os trabalhadores, tinha outro fator a alimentação tornava-se cara dentro do Garimpo pois tudo que era levado tinha um custo alto ate chegar lá dentro. As mortes aconteciam por brigas, bebidas, soterramentos e doenças. Lembro-me que um dia sai para comprar um salame quando fui havia um senhor lado de fora do seu barraco, algumas pessoas abanando ele quando passei isso duraram uns 5 minutos quando voltei o velhinho havia falecido seu corpo estava molhado pelo suor, ali dentro vi coisas absurdas que não tenho coragem de contar aqui e nem posso contar, o que imperava ali era a lei do silencio, vi mas não vi, e no cair da noite você estar dentro do seu barraco, respeitar todos uma receita obrigatória, fiquei lá por 8 meses até que um dia foi horrível chegou um senhor aparentando uns 76 anos de idade me vendeu um Reco e quando ia indo embora uns 10 passos ele voltou pra mim e me contou uma historia que sinto arrepio em contar, e me disse para ir embora dali, foi quando deixei o garimpo de Avião naquele dia e nunca mais retornei, era dia 12 de Agosto de 1989. Hoje moro em uma pequena Cidade desde que sai de lá precisamente Capitão Leônidas Marques – PR, a 76 km da Cidade de Cascavel sou casado pela segunda vez pai de três filhos apesar de tudo o Garimpo foi uma experiência única, falar dele é voltar no tempo se tenho saudades não sei, sei que foi um privilegio único que é pra poucos que tem coragem e passa pela vida e de alguma forma marca e fica admiração de sair do seu conforto e viver no limite, e saber que o Brasileiro é um povo na sua maioria sofrido, mas nunca desiste. Só posso dizer, Garimpo Bom Futuro! Tenho orgulho de ter conhecido no apogeu de sua historia marcou minha vida, e lá aprendi que de tudo que participamos são degraus de escada para vencer muitos desafios ao longo da vida, e esse foi mais um que entrou para as paginas de minha historia, como se voltar no tempo e reconhecer cada rosto cada paisagem lembrar e reviver tudo cada dia. Quem quiser saber mais como datas, o porquê sai de la, o que aquele senhor me disse, o que vi, se ganhei dinheiro, se gastei, se aproveitei o dinheiro que ganhei, o que penso do Garimpo hoje, como era extraído o minério manual, a base de quanto pesava, como calculava a compra, como me curei das duas malária sendo VIVAC ou FALSSIPORUM, quantas formulas tem uma cruz de Malária, o que era o soro Azul, como era tomado o remédio e a quantidade numero de comprimidos por vez, enfim algo mais que queiram saber ou ate mesmo coisas que não contei aqui, deixo meu e-mail: devalcir.deva@bol.com.br
    Forte Abraço a Todos “Feliz Ano Novo”.

    1. E amigo Tudo que voce fall e verdade EU pasei na pele morava EU morei des anos la na linha c 75 entrei na abertura do garimpo nao tinha Estrada a gente ia ape ate nosa aria perto da currutela a andava 12 kilometro com o cacanlho has costas mais antes de liberar o garimpo tinha jagunso la pra nao deichar is garimperos entrar a genre fico acampado ate que o Ernandes amorim tiro is jaguncos EU vi ISO na abertura muitas mortes . Lembro que pass a o padero vendendo pao 6:00da manha .o garimpero da barraca da frente fall que se no dis seguinte ele pasase gritanto o o pao ia morer .no dis seguinte Ta o padero no mesmo orario.vendeno o pao so escutei o tiro da espingarda o padeiro caio no melechete e la mesmo apodreseu pois nesa epoca nao tinha Estrada ate la dentro vi muitas otras coisas feias bem da Ora conta

  20. boa tarde
    gostaria de saber si tem alguem aqui que ja morou no garimpo?
    ou tem algum conhecido por la, numero de telefone
    pois nao conheço minha mae, e o todo que sei e que ela morava la.
    si alguem poder mi dizer alguma coisa…

    1. Oi Adrielle, tudo bem?
      Infelizmente eu não conheço ninguém no Garimpo, e não estou mais morando em Rondônia. Mas pretendo ir lá ainda este ano e, se for, prometo ir ao garimpo conversar com pessoas influentes e moradores antigos de lá, pois essa sua questão é também de outros, e eu gostaria muitíssimo de ajudar.
      De qualquer forma, sua postagem ficará aqui, e pode ser vista por quem quer que entre na página. Caso alguém te responda, eu te aciono, ok? Abraço, e obrigada pela visita.

    2. Tbm procuro a mae do meu marido…vamos entrar em contato talvez possamos nos ajudar. Meu face é jucielly souza sou de jipa

    1. Oi, você mora no garimpo ? Procuro meu pai o nome dele e Haroldo Bezerra, não o conheço so sei que ele tem um bar nesse garimpo você o conheçe. Tenho 23 Anos e ele ja deve ser de idade. Se conhecer entre em contato comigo meu face e Ciane Alves obg

    2. BOM DIA DANIELE HOJE QUE FUI VER SEU COMENTARIO..
      ME MANDA UMA MENSAGE NO MEU WHATSSAP 69 9 8402-6271

  21. Trabanlhei 2anos dentro dese garimpo vi muitas coisas ruin .a genre andava 12 kilometros POR baicho da mata nao tinha Estrada no inicio ate chegar em nosa aria

  22. Estive na pesquisa do garimpo bom futuro, Atualmente mor o em são paulo. mas em. 1987 estive morando em machadinho em Rondonia.. Acho que fiz bem não ter trabalhada no garimpo. muitos morreram assascinados..Apenas participei da pesquisa. mas antes de descobrirem as toneladas de cassiterita, eu ja havia ido embora.. Que . Deus abencoi
    a todos que estão por lá – Abraços a todos os irmãos de machadinho do oeste – Rondonia~ principalmente o Léu, e todos da igreja adventista do sétimo dia Venancio.

  23. Oi pessoal…em 93 após uma experiência de 4 anos no garimpo do rio madeira….onde vi muitas mortes por assassinato e também perdi amigos meus por acidentes de trabalho….e depois de ter contraído em torno de 8 a 10 malárias……não levando sorte na garimpagem de ouro….resolvi voltar pra casa…..Itajaí sc…..onde nasci e moro até hoje……poucos meses depois….assisti uma reportagem no fantástico sobre o garimpo de cassiterita no bom futuro….não tive dúvidas….resolvi que iria conhecer….com a ilusão de talvez levar mais sorte do que tive no rio madeira…..ao chegar na rodoviária de Ariquemes me assustei com a quantidade de pessoas que estavam acampadas nos arredores da rodoviária e nos arredores da câmara de vereadores…..mesmo assim peguei um pau de arara as 4 da manhã lotado de pessoas com seus sonhos de riqueza e fui….cheguei ao amanhecer….sol quente….encostei num boteco e tomei uma coca gelada….nisso eu ouço um tiro a uns 50 metros e vi um homem caído …..imediatamente o cara do boteco me falou que aquilo era comum acontecer por ali….e eu disse que já estava acostumado …pois já havia passado por coisas piores no madeira…..e perguntei como fazer para conhecer a região….ele falou que o irmão dele me levaria pra conhecer melhor a região…..caminhamos alguns km e pude ter uma idéia da dimensão do garimpo do bom futuro…..era imenso….muitos caminhões e máquinas trabalhando…..o pessoal do reco se pendurava na concha da máquina e arriscava a vida por uma lasca de cassiterita…..era desesperador……ouvi muitas histórias de soterramentos etc….voltei pro boteco ….dei um tchau pro pessoal ….peguei o próximo pau de arara ….vim até Ariquemes ….já estava anoitecendo e reparei que o número de pessoas tinha triplicado…..dormi aquela noite num hotel e no dia seguinte comprei passagem e voltei pra casa…..deixando pra traz pessoas com sonhos que talvez nunca se realizaram……assim terminou a minha aventura no garimpo do bom futuro…..abraços.

  24. Oi…sou o Gilson…..deixei de frisar que após a minha caminhada de reconhecimento do garimpo do bom futuro….que durou mais ou meno..s das 9 as 16 horas….quando cheguei no boteco onde tinha ouvido um tiro a 50 metros de distância….o dito cujo que levou o tiro e que havia morrido….ainda estava lá no chão esticado…..num beco da currutela….na frente de um barraco onde o ferreiro fazia ponteiros pra vender para os garimpeiros….o dono do boteco disse que ele seria retirado somente à noite….que seria enterrado ou jogado numa vala qualquer…..foi isso que me fez desistir e voltar pra casa……depois descobri que aqui onde moro eu era rico e não sabia….abraço.

  25. Gilson costa…..gostaria de deixar registrado….que apesar de todos os percalços…..valeu muito a minha passagem pelo garimpo do bom futuro….valer como experiência de vida…..desejo a todos que ainda vivem lá….vida longa e que Deus os abençoe…abraços.

  26. Boa noite SR(A), se possível gostaria de ter o endereço do Garimpo Bom Futuro e também uma imagem de sua localização no Google Maps. Estou abusando, me perdoem. Li tudo, achei maravilhoso, mas não consegui esta informação… Abs! Estão de parabéns pelo espaço e conteúdo. José Felix (meu email: josefelixdsa@gmail.com

    1. Oi José Felix. Eu não moro mais em Rondônia e não tenho o endereço do garimpo. Fica na zona rural de Ariquemes, pros lados do município de Alto Paraíso. O “como chegar” é o que foi colocado abaixo, pelo Gilson. Acho que posso localizá-lo pelo Google Earth, mas estou numa máquina em que este aplicativo não está instalado. Quando eu conseguir, volto aqui e lhe informo.

  27. Bom dia…..José Félix…vi a tua pergunta sobre o endereço do garimpo do bom futuro…..não sei onde moras…e não tenho como te mandar um mapa da localização do garimpo…..mas posso te dizer que se quiseres conhecer o bom futuro….é só viajar até a cidade de Ariquemes no estado de Rondônia….ali mesmo na rodoviária….qualquer pessoa vai saber te informar qual a melhor maneira de chegar lá…..acredito que hoje já tenha ônibus que vai até lá…..pois o bom futuro hoje já se tornou um vilarejo de pessoas de boa índole…..a distância da rodoviária até o garimpo fica em torno de 80 km…..boa sorte…abraços.

  28. BOA TARDE!
    EU GOSTARIA DE SABER SII ALGUEM TEM CONTATO COM ALGUEM DE LÁ…
    POIS PROUCURO MINHA MÃE JA TEM 20 ANOS.. EE TUDO O QUE EU SEI E UE ELA MORAVA LA…

  29. Oi Adrielle….gostaria de te ajudar…..vi o teu apelo….mas infelizmente eu passei por lá já faz 22 anos…..não sei a distância que tu moras de Ariquemes….se não for muito longe….o mais certo era ir até lá…..com certeza …obterias informações sobre a tua mãe…..valeu ? Boa Sorte …abraços.

  30. Oi Quequel…você que é uma pessoa bem informada sobre a região norte do nosso país…bem que poderia informar se existe um garimpo de ouro …onde a gente poderia fazer uma fézinha …mas sem correr risco de vida…pergunto porque faz tempo que não vou a porto velho e fiquei desatualizado…valeu abç.

  31. OI! SOU PROFESSOR NO GARIMPO BOM FUTURO DESDE DE O ANO DE 2001, TIVE VARIAS EXPERIENCIAS GRATIFICANTES DURANTE ESTES 15 ANOS. MUITAS HISTORIAS MARCANTES.
    VOCÊ DISSE QUE O GARIMPO FICOU ENTRE OS 7 MAIORES GARIMPOS DO MUNDO. QUERO PONTUAR QUE ELE FOI O MAIOR, TANTO EM EXTENSÃO, QUANTO EM PRODUÇÃO.
    ESTOU FAZENDO MESTRADO, GOSTARIA MUITO DE ENTRAR EM CONTATO CONTIGO, MEU MESTRADO E SOBRE O GARIMPO BOM FUTURO. MEU WHATSAAP 69 99938 7771, SE PUDER ENTRE EM CONTATO.

  32. Eu, estive no inicio do garimpo, quando um barranco de 4 x 10 dava 12 a 18 toneladas de mineral, no grota, rica, eu o cabelo, parazinho, para, pedro, chicão entre outros grandes amigos, estive no local quando PM esteve no local. muita, mulher, morte e malaria, tenho uma pedra de 2Kg de recordação e muitas fotos.

    1. Oi Luiz Carlos…quantas histórias tu tens pra contar hein?…tu isso eu vivi no garimpo de ouro do rio madeira…mortes , mulheres e malária…só eu peguei 10 malarias…mas não me arrependo…foi uma lição de vida …abraços.

  33. Triste ver a fotografia do tronco da árvore que foi cortada. A ganancia de nós, seres humanos, leva a morte da fauna, flora e de nós mesmos.

    1. São, este episódio foi deveras traumatizante para mim. Percebo quando vejo fogo, e percebi hoje, ao reler este post. Fiquei emocionada logo no início.

  34. Que aconteceu…Faz tempo que entro no site e não vejo mais nenhum comentário… Gostaria de ver mais comentários…Pra matar a saudade da região norte do Brasil… Abraços.

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